A onda de protestos pelo país mudou a rotina de viagens
da presidente Dilma Rousseff, que dobrou a presença em eventos fora de Brasília
após os atos de junho.
Dilma passou, em média, um dia viajando para cada
3,6 dias de governo desde julho.
Antes disso, a marca era de um dia em viagem para cada 7,3 dias
de mandato, número quase idêntico ao das gestões do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (7,4).
Os protestos derrubaram a popularidade da presidente ao
pior índice da gestão --ao final daquele mês, só 30% avaliavam o governo como
ótimo ou bom. Pesquisa Datafolha, divulgada sábado, mostrou recuperação, de 30%
para 36%.
A estratégia inclui ainda mudança no contato com o
público. A presidente retomou prática da campanha ao conceder entrevistas a
rádios locais em meio às viagens, em que faz brincadeiras e cita questões
pessoais.
"Ela está viajando, e a gente quer muito que ela
faça isso. Onde a gente vai, mesmo que o enfoque não seja só positivo, sempre
se consegue espaço nos jornais regionais", disse o secretário de
Comunicação do PT, Paulo Frateschi.
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